sábado, 21 de novembro de 2020

MINHA PARTICIPAÇÃO NO VÍDEO DO PROJETO "CHÁ DA VIDA - REFLEXÕES HUPOMÔNICAS"

Prezados amigos,

Recebi o vídeo do projeto Chá da Vida - Reflexões hupomônicas, do escritor Hupomone Vila Nova. Hupomone realiza o "Cantinho do Bar", programa de edições diárias com música, reflexões e entrevistas, do qual eu participei e compartilhei com vocês o pod cast (cliquem aqui para ler o artigo).
Hoje compartilho o vídeo, onde falo um pouco sobre meu livro e o livro de Hupomone. Há também um belíssimo vídeo divulgando nossa cidade de Cabo Frio - RJ.
Cliquem abaixo para assistir:


Luciana G. Rugani

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

POEMA DE LUCIANA G. RUGANI: ESPERANÇA

Prezados leitores,

Vivemos tempos difíceis, complicados. Mas hoje resolvi passar por aqui para deixar uma mensagem de esperança e força, afinal, a arte salva!

A viagem pelo mundo da produção de nossa arte, seja ela literária, interpretação ou qualquer outro tipo, nos leva a desviar o foco, por um momento, de nossas dores e preocupações, e este é o primeiro passo para nos bem conduzirmos neste contexto. É como se nosso Ser ansiasse por pausas para respirar!

Assim, compartilho aqui com vocês o vídeo com a declamação de meu poema ESPERANÇA, composto para a antologia da nossa Academia de Letras e Artes de Cabo Frio - ALACAF. 

Um grande abraço a todos!


Luciana G. Rugani

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

PARTICIPAÇÃO NO PROGRAMA "CANTINHO DO BAR" - EDIÇÃO Nº 132, COM HUPOMONE VILANOVA

Hupomone Vilanova é escritor na cidade de Vitória de Santo Antão, em Pernambuco. Hupomone tem um programa em podcast intitulado "Cantinho do Bar". O programa é feito em edições diárias, e contém música, reflexões e entrevistas, sempre material de primeira qualidade.

Participei, na sexta-feira passada, como uma das entrevistadas. Participar do "Cantinho do Bar" é muito gratificante porque ali é como um ponto de encontro da diversidade cultural. Há pessoas das mais variadas cidades brasileiras e também de fora do Brasil. É uma troca de experiências riquíssima! 

Cliquem na foto para ouvir o "Cantinho do Bar", edição nº 132: 

 

 Luciana G. Rugani

sábado, 15 de agosto de 2020

O LADO OCULTO DA PANDEMIA - POR LUCIANA G. RUGANI

Bom dia aos amigos leitores do blog,

Hoje compartilho com vocês um texto que fiz com base em reflexões pessoais sobre certo aspecto dessa pandemia. As palavras costumam ser ferramentas que nos auxiliam nos momentos mais críticos de nossas caminhadas. Elas desabafam, propõem reflexão e, algumas vezes, enlaçam as mãos:

O LADO OCULTO DA PANDEMIA

por Luciana G. Rugani

Muito se fala sobre aspectos físicos e sociais da pandemia. Sintomas da doença, isolamento social, efeitos na economia, etc. Tudo isso nós vemos, ou percebemos, de forma bem clara. Mas há alguns aspectos que só percebemos com uma observação mais profunda.

Dizem que este vírus veio trazer à tona algumas verdades. E, realmente, algumas são notórias, como a verdade da triste situação do sistema público de saúde, a verdade do acúmulo de poluição nos ares, mares e rios e a verdade de que somos todos humanos, ricos e pobres, sujeitos às mesmas doenças e morte. Mas há uma outra questão, que vale a pena destacar: essa pandemia veio revelar também a verdade de cada um, o interior de cada um. Explico.

Quando começou a pandemia, nunca imaginei que veria um governo agir com tamanha displicência, como agiu o governo federal, e nunca imaginei também ver pessoas brigando entre si, algumas até negando a pandemia e negando-se a tomar medidas protetivas, como uso de máscaras e isolamento social. Parece que o interior de cada um foi desvendado, fazendo vir à tona o seu ser verdadeiro, muitos egoístas, maldosos, cheios de ódio. E ainda, quando deveria haver mais união entre as pessoas, quando, apesar de distantes, os laços de convivência e de amizade deveriam se fortalecer, reforçados pela solidariedade, percebemos o contrário em muitas relações. Mais uma vez o interior de cada um era revelado, e o egoísmo veio à tona massacrando relações que antes pareciam sólidas, reais, mas que se mostraram frágeis e incapazes de resistirem a momentos graves. Vimos pessoas fechando-se em suas revoltas pessoais, com dificuldade de aceitação da nova realidade. Enquanto a chamada da Vida era para que nos readaptássemos (e para isso o mundo virtual foi uma das ferramentas que tornaram possível essa readaptação) muitos preferiram se fechar, mesmo tendo todas as condições para uma reinvenção de si mesmos. Nenhum apoio, nenhuma palavra amiga, nenhuma preocupação com o outro. Algo típico do "cada um por si". Então vimos o fim de amizades que pareciam sólidas. Ficou apenas a verdade do vazio, comprovação de que as relações eram frágeis e, de fato, não passavam de mera ilusão. No momento em que as pessoas mais deveriam dar as mãos, quando a vida pede união, amor, solidariedade, quando tudo no planeta nos grita para termos mais pensamento coletivo, mais EMPATIA, o ser humano se mostra ainda mais egoísta! Incrível esse paradoxo da sociedade humana! Quando, para resolver de forma mais leve e menos traumática uma grave questão basta termos mais empatia uns com os outros, aí é que vamos no caminho contrário, no caminho do egoísmo. Resultado: agravamento de circunstâncias e relações, que poderiam ser fortalecidas com o apoio uns aos outros, findando-se  no egoísmo silencioso.

Basta ser um observador atento e analisar com mais profundidade para perceber esse lado oculto da pandemia, porém revelador da falência da empatia e do amor e da predominância do egoísmo em nossa sociedade. Muito triste essa realidade, afinal não é fácil lidar com verdades reveladas praticamente da noite para o dia. De repente é como se desabasse o chão, a base, muito do que acreditávamos ser real. Dói, deprime, nos transtorna profundamente. O confronto com a verdade dessa forma é, com certeza, uma das mais dolorosas provas a que somos submetidos.

Luciana G. Rugani